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  • 14 de janeiro de 2022
  • José Eduardo Guterres
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Após os 60 anos, é natural o corpo humano apresentar falta de equilíbrio, fraqueza muscular e redução da capacidade funcional. Esses fatores, a partir dos 80 anos, aumentam significativamente e facilitam a ocorrência de quedas e outros acidentes mais graves.

Quando ocorrem, as quedas representam muitos riscos à saúde e independência do idoso que demandam atenção, dedicação e cuidados por parte da família que, muitas vezes, não têm a orientação necessária para lidar com a circunstância – tornando indispensável a presença de um profissional cuidador.

Segundo a Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado (Sbait), no mundo, a cada segundo, pelo menos um idoso sofre uma queda – seja em casa ou na rua. Por isso, quando tratamos desse assunto, entender a gravidade desses acidentes, conhecer suas causas mais comuns e saber como preveni-las é fundamental para evitar tais situações.


Os riscos de queda do idoso

A queda em idosos pode resultar em riscos que partem desde problemas psicológicos – como o possível isolamento por medo de sofrer outras quedas e, consequentemente, depressão – até disfunções como perda da funcionalidade e independência, necessidade do uso de bengala ou andador e assim por diante. 

Nos casos mais graves, a queda pode deixar o paciente acamado e levar a quadros de tromboembolismo venoso, lesões por pressão, infecções e, até mesmo, ao óbito. Esses quadros, quando apresentados, geralmente são decorrentes de fraturas – um dos maiores riscos da queda entre os idosos.

Fraturas

As fraturas mais graves que o idoso pode apresentar são a de fêmur e o traumatismo cranioencefálico. 

Em ambos os casos, devido a idade, dificilmente os pacientes se recuperam 100%, mas o acompanhamento médico e psicológico são capazes de promover melhores condições de vida para o paciente – e o acompanhamento com cuidador pode auxiliar nas atividades de vida diária. 

Sobre o fêmur, a fratura é uma grande complicação para o idoso pelo tempo de imobilismo. Isso interfere na qualidade geral da musculatura e também na capacidade cardiorrespiratória, além do risco de embolia pulmonar. 

Em função disso, existe uma elevada mortalidade do idoso depois de fraturá-lo. Como é uma condição bastante delicada, o risco de mortalidade também envolve o período pós-operatório do quadro. 

Morte

Quando a queda deixa o idoso acamado, como dito acima, é comum surgirem quadros com lesões de pele e outras infecções. Estas, por sua vez, são difíceis de reverter e, comumente, levam ao óbito. 

Tendo em vista que as fraturas envolvem um grande período de recuperação, elas são o motivo mais frequente pelo qual essas infecções se apresentam – representando um declínio significativo na mobilidade e saúde do idoso como um todo. 


Principais causas de quedas em idosos

Os idosos caem por vários motivos, e algumas pessoas consideram algo natural do processo de envelhecimento. No entanto, não podemos encarar desta forma, pois como vimos acima, pode levar o idoso à morte!

Podemos dividir os motivos das quedas em fatores intrínsecos (relacionados ao indivíduo) e extrínsecos (relacionados ao ambiente). Mas não podemos considerar apenas um dos fatores como causa única de uma queda. Por isso, é fundamental entender estes dois fatores e trabalhar na prevenção de quedas.

Fatores IntrínsecosFatores Extrínsecos
– doenças (alzheimer, parkinson, diabetes, hipertensão, etc.)
– disfunção de marcha (por doença, perda de força muscular, etc.)
– visão
– medicamentos (sedação, sonolência, etc.)
– piso
– iluminação
– escadas
– tapetes, fios e obstáculos

À medida que envelhecemos, os músculos, ossos e articulações sofrem alterações fisiológicas que afetam a mobilidade e que podem impactar na nossa independência, o que torna indispensável o acompanhamento de um fisioterapeuta para garantir a manutenção da mobilidade e musculatura.

Por isso, alguns dos primeiros sinais visíveis do envelhecimento são as alterações na coluna e a dificuldade ao caminhar – contribuindo bastante para o risco de quedas. 

Diante dessas situações, é preciso estar atento aos possíveis obstáculos da casa que podem pôr o idoso em situação de vulnerabilidade – bem como adaptar os cômodos e deixá-los acessíveis em termos de mobilidade. Mas vamos falar melhor sobre esses detalhes adiante. 

Diabetes

Segundo pesquisas recentes, parece haver uma associação entre estado hiperglicêmico e o declínio das condições de mobilidade, aumentando o risco de quedas e outros acidentes semelhantes. 

Então, familiares de idosos com diabetes devem manter-se atentos a questões como problemas ao caminhar e dificuldade de equilíbrio. 

Doenças neurodegenerativas

No mais, doenças neurodegenerativas também têm uma ligação com a possibilidade de queda entre idosos, principalmente Alzheimer e Parkinson:

Alzheimer

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que afeta as áreas do cérebro responsáveis pela memória e funções cognitivas. 

Nas fases mais avançadas da demência, é comum o paciente perder a noção de tempo e espaço – desenvolvendo riscos como se perder dentro da própria casa, tornando-o vulnerável para possíveis quedas.

É bem comum pacientes com Alzheimer sofrerem tais acidentes. 

Parkinson

No que se refere ao Parkinson, por se tratar de uma doença que afeta a nossa capacidade motora como um todo, aqueles que se encontram em etapas mais “evoluídas” da doença são suscetíveis a sofrerem quedas – seja em casa ou na rua. 


Como evitar quedas em idosos

Embora as quedas apresentam grande perigo para quem está na terceira idade, alguns hábitos simples e pequenas dicas podem evitar acidentes e garantir a segurança do idoso – como instalar barras de apoio em banheiros, optar por pisos aderentes, utilizar andador e, claro, optar por contratar um cuidador de idosos profissional.  

Além disso, é importante deixar os cômodos da casa com menos objetos que possam se tornar obstáculos, bem como manter uma alimentação balanceada e praticar atividades físicas que fortaleçam a musculatura e a mobilidade do paciente. 


Adaptações nas acomodações

Para evitar quedas em casa, a Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa, do Ministério da Saúde, lista 9 medidas de prevenção:

  • Evitar tapetes soltos;
  • Garantir corrimão nos dois lados de escadas e corredores;
  • Usar sapatos fechados com solado de borracha;
  • Colocar tapete antiderrapante no banheiro;
  • Evitar andar em áreas com piso úmido;
  • Evitar encerar a casa;
  • Evitar móveis e objetos espalhados pela casa;
  • Deixar uma luz acesa à noite, para o caso de precisar se levantar;
  • Se necessário, usar bengalas, muletas ou outros instrumentos de apoio.

A fisioterapia e a manutenção da mobilidade do idoso

Agora que já sabemos como a perda de mobilidade pode contribuir para o risco de quedas, exercitá-la é a melhor forma de prevenir tais acidentes. 

Nestes casos, o fisioterapeuta é o profissional mais indicado para acompanhar o idoso. Ele vai personalizar um programa de exercícios de acordo com as necessidades e expectativas do paciente, visando melhorar o equilíbrio e a marcha, além de corrigir problemas específicos que contribuem para o risco de queda.

Nos casos daqueles pacientes que caíram mais de 1 vez ou tiveram problemas nos testes iniciais de equilíbrio e de marcha, devem ser encaminhados à fisioterapia ou a um programa de exercícios. 


Cuidadores de idosos com experiência

Além de todos esses cuidados que devem ser mantidos, não deixar o idoso sozinho também é uma medida de prevenção fundamental – e para isso, a família nem sempre tem disponibilidade para suprir a demanda. 

Tendo isso em mente, a presença de um cuidador de idosos deve sempre ser considerada entre os familiares. Esse profissional, além de acompanhar o idoso, também fornece assistência em todas as suas tarefas diárias – acompanhando desde a alimentação, higiene, medicamentos e tudo aquilo que faz parte de sua rotina.

Ao contratar um cuidador de idosos, a família promove um atendimento de qualidade para o paciente e, ainda, encontra um profissional qualificado para dividir as inúmeras demandas que acabam surgindo ao longo do tempo. E o paciente, por sua vez, tem companhia para conversar, caminhar, praticar jogos e atividades que estimulem o corpo e a mente e tudo aquilo que lhe proporciona qualidade de vida, com a segurança de cuidados qualificados e experientes. 

Na Personale Saúde, você conta com a nossa equipe de cuidadores de idosos que, em sua totalidade, possuem no mínimo, curso de cuidador de idosos em modalidade presencial (não aceitamos cursos à distância). Também possuímos muitos cuidadores de idosos que estão em formação técnica em enfermagem, ou ainda, graduação em enfermagem.

Além dos cuidadores, nossa equipe multidisciplinar conta com enfermeiros, técnicos em enfermagem, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, dentistas e outros especialistas para garantir o melhor cuidado com o idoso no conforto de casa, próximo da família.

E caso não haja adaptação do profissional no cuidado com o seu familiar, ou qualquer outra situação em que não esteja de acordo, você pode solicitar a substituição do cuidador de idosos, sem custo. 

Aqui na Personale Saúde, nosso foco é o atendimento humanizado e a promoção do bem estar para o paciente e toda a sua família.

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