Para os idosos, a mobilidade é essencial para a independência e qualidade de vida. No entanto, as sequelas do AVC, como fraqueza muscular, perda de equilíbrio, espasticidade e problemas de coordenação, frequentemente limitam a capacidade de se mover livremente. A paralisia parcial ou total de um lado do corpo, comum em muitos casos da doença, pode tornar tarefas simples, como andar, levantar-se de uma cadeira ou subir escadas, extremamente desafiadoras.

No artigo iremos abordar as principais estratégias para lidar com essa doença que se faz limitante e prejudicial para qualidade de vida do idoso. 


A importância do cuidador na jornada de recuperação

O AVC é uma condição extremamente limitante e ter o apoio de um cuidador de idosos para auxiliar nas tarefas diárias é primordial para recuperação da pessoa idosa. O papel desse profissional geralmente será no auxílio cotidiano do paciente, ajudando com atividades diárias, como higiene pessoal, alimentação, administração de medicamentos, mobilidade e acompanhamento a consultas médicas e sessões de reabilitação.

Além disso, o impacto emocional imediato após um evento tão grave pode ser muito prejudicial para saúde mental do idoso, e o cuidador será de suma importância nesses momentos, oferecendo suporte emocional, compreensão, paciência e encorajamento ao paciente durante o processo de recuperação.

Esse profissional muitas vezes também atua como um elo entre o idoso, os profissionais de saúde e os serviços de reabilitação, garantindo que todas as necessidades do paciente sejam atendidas e coordenando os diferentes aspectos do tratamento e cuidados.


Enfrentando os desafios da mobilidade pós-AVC

A recuperação da mobilidade após um AVC pode ser muito desafiadora e muitas vezes complexa. O AVC, frequentemente associado a consequências incapacitantes, como fraqueza muscular, paralisia, dificuldades de equilíbrio e coordenação, podendo afetar significativamente a capacidade do paciente de se movimentar e realizar atividades cotidianas.

A perda de mobilidade após a doença é uma das áreas mais impactantes para o paciente, pois pode reduzir drasticamente sua independência e qualidade de vida. No entanto, enfrentar esses desafios não é uma tarefa fácil, demandando esforços contínuos, reabilitação e apoio multidisciplinar.

Os cuidados pós-AVC frequentemente envolvem uma variedade de estratégias de reabilitação. A fisioterapia desempenha um papel protagonista e crucial na melhoria da força muscular, na restauração da função motora e na recuperação da mobilidade. Exercícios específicos e repetitivos são frequentemente prescritos para estimular os músculos afetados, ajudando o paciente a recuperar a capacidade de se mover.

Além da fisioterapia, a terapia ocupacional é outra abordagem importante. Ela se concentra em ajudar o paciente a recuperar habilidades para realizar atividades diárias, adaptando o ambiente para torná-lo mais acessível e oferecendo técnicas e dispositivos de assistência que facilitam a independência.

No entanto, a jornada de recuperação da mobilidade após um AVC pode ser longa e desafiadora, exigindo paciência e persistência tanto do paciente quanto de seus cuidadores. O apoio emocional e prático desempenha um papel fundamental nesse processo. Os cuidadores desempenham um papel crucial oferecendo suporte, encorajamento e assistência contínua ao paciente, desempenhando um papel essencial na motivação e na melhoria do ânimo durante a reabilitação.


Adaptações no ambiente para promover a mobilidade

Adaptar o ambiente doméstico é crucial para promover a mobilidade e segurança do paciente durante o processo de recuperação. Algumas modificações simples podem fazer uma grande diferença na vida diária do indivíduo.

A instalação de barras de apoio, por exemplo, são recomendadas em áreas como banheiros e corredores, podendo oferecer suporte adicional ao paciente, facilitando a movimentação e prevenindo quedas. Reduzir obstáculos e criar espaços mais amplos pode permitir a circulação mais fácil de dispositivos de auxílio, como cadeiras de rodas ou andadores. Importante lembrar que dentro dos nossos serviços, também fornecemos todo o suporte em instalação de equipamentos de segurança necessários para apoio à mobilidade e qualidade de vida do idoso. 

Rampas podem substituir degraus, facilitando a entrada e saída da casa ou de áreas comuns. Além disso, ajustes no mobiliário, como cadeiras ou camas com altura ajustável, podem facilitar a transferência do paciente de e para esses locais.

A iluminação adequada também é essencial para evitar acidentes. Luzes brilhantes e bem distribuídas ajudam o paciente a se locomover com mais segurança, especialmente durante a noite.

Além das adaptações físicas, manter o ambiente limpo e organizado é fundamental para prevenir obstáculos que possam dificultar a locomoção do paciente. Carpetes fixos, fios expostos ou objetos no chão podem representar riscos e devem ser evitados.


Estratégias de reabilitação para recuperar a mobilidade

Cada paciente responde de formas diferentes nas estratégias de reabilitação pós AVC, por isso, é importante focar nas individualidades e necessidades de cada um. O idoso pode por exemplo, ter maior dificuldade no equilíbrio, diferente de outro paciente que possa ter um bom equilíbrio mas ainda sofra com a dificuldade de locomoção. 

Por isso, é essencial para garantir o progresso e a recuperação adequada da mobilidade, levando em consideração as necessidades individuais e a gravidade das sequelas do AVC.

Abaixo listamos algumas estratégias que são eficazes na recuperação e no tratamento pós AVC: 

  • Fisioterapia: A fisioterapia desempenha um papel crucial na recuperação da mobilidade após um AVC. Os fisioterapeutas trabalham para fortalecer os músculos afetados, melhorar a amplitude de movimento, aumentar a resistência e restaurar a função motora. 
  • Terapia ocupacional: Como já dito anteriormente, a terapia ocupacional visa ajudar os pacientes a retomar ou desenvolver habilidades para realizar atividades diárias. Os terapeutas ocupacionais ensinam técnicas para superar as dificuldades enfrentadas no desempenho de tarefas cotidianas, adaptando-as às necessidades individuais do paciente e ao ambiente em que vivem.
  • Treinamento de marcha e mobilidade: O treinamento específico para melhorar a marcha e a mobilidade é essencial. Isso pode envolver caminhadas assistidas, uso de dispositivos de auxílio (como andadores, bengalas ou órteses) e técnicas para melhorar a postura e o equilíbrio durante a locomoção.
  • Tecnologia assistiva: O uso de tecnologias e dispositivos de assistência, como órteses, próteses, andadores ou cadeiras de rodas adaptadas, pode ser parte integrante da reabilitação, oferecendo suporte adicional para facilitar a mobilidade do paciente.
  • Estimulação elétrica funcional (FES): A FES é uma técnica que utiliza correntes elétricas para estimular os músculos paralisados ou enfraquecidos, ajudando na recuperação da função muscular e na melhoria da mobilidade.
  • Exercícios em grupo e atividades sociais: Participar de programas de reabilitação em grupo ou atividades sociais pode ser benéfico, não apenas do ponto de vista físico, mas também para estimular a interação social, motivação e autoestima do paciente.

A voz do idoso: envolvendo-os na recuperação da mobilidade

Um elemento fundamental para envolver os idosos no processo de recuperação da mobilidade é oferecer um ambiente de apoio e incentivo. Os pacientes precisam sentir-se apoiados e encorajados durante o processo de reabilitação. Isso pode ser alcançado por meio de um diálogo aberto com profissionais de saúde, cuidadores e familiares, onde eles se sintam ouvidos e compreendidos.

A personalização do plano de reabilitação é crucial. Cada idoso pode enfrentar desafios únicos após um AVC. Portanto, adaptar as estratégias de reabilitação às necessidades individuais de cada pessoa é essencial para promover o progresso e a motivação. Aqui na Personale Saúde contamos com uma equipe especializada e 100% preparada para atender todas as necessidades do idoso, tratando-o de forma individual e personalizada. Nossa equipe conta com cuidadores, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, nutricionistas, entre outros, que farão parte da rotina e dia a dia dos pacientes. 

Incentivar a participação ativa do idoso no processo de reabilitação é fundamental. Encorajar a adesão às sessões de terapia, exercícios prescritos e atividades diárias ajuda a promover a independência e a melhoria da mobilidade.

Além disso, é importante proporcionar um ambiente motivador para a prática de exercícios e atividades físicas. Estabelecer metas realistas e alcançáveis, comemorar os progressos e oferecer reforço positivo são maneiras eficazes de manter o idoso engajado e comprometido com a recuperação da mobilidade.

Por fim, o apoio contínuo da família, cuidadores e profissionais de saúde é crucial. O encorajamento e a presença constante de uma rede de apoio solidária ajudam a fortalecer a motivação e a determinação do idoso para superar os desafios da mobilidade.


Superação e esperança: histórias inspiradoras de idosos que conquistaram a mobilidade

Em 2003, Iara Maia Dias, então com 45 anos, foi fazer um lanche em um quiosque depois do trabalho. “Estava comendo e comecei a sentir uma tontura, ouvia as vozes das pessoas longe, como se tivesse ficado surda. Queria falar e não conseguia, a língua enrolava. Minha filha estava comigo e me levou correndo para o hospital”, relembra. O resto parece ter ficado em um lugar bem longe da memória. A última lembrança foi do médico levantando seu braço, sem que ela conseguisse expressar reação ou força.

Enquanto ainda estava em recuperação, Iara teve mais três derrames. O AVC era consequência de uma trombose, diagnosticada meses antes. O lado esquerdo ficou paralisado, mas com a fisioterapia ela recuperou os movimentos. Segundo ela, acredita que o estresse também colaborou. Ela diz ter aprendido que precisa viver o momento de trabalho e de lazer, procurar relaxar, se divertir, passear ao ar livre ou ler. Hoje, além de levar a vida de uma forma mais leve, ela também faz caminhadas três vezes por semana e acompanhamento médico constante. 

Ela relata: “Minha única sequela é que às vezes esqueço o que acabei de falar. O exercício faz bem, porque traz oxigenação. Sempre controlo a pressão, e, se sinto alguma coisa, vou logo para o médico, completa.”

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