• 8 de novembro de 2021
  • joseguterres
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O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte, incapacitação e internações em todo o mundo. A doença acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea e levando a sintomas como dor de cabeça súbita e intensa, perda da força ou dos movimentos de um lado do corpo, dificuldade para falar, confusão mental ou desmaio. 

No entanto, o acidente pode ocorrer por motivos diferentes, pois existem dois tipos de AVC: o isquêmico, cuja obstrução pode acontecer devido a um trombo (trombose) ou a um êmbolo (embolia), representando 85% de todos os casos; e o hemorrágico, onde ocorre uma hemorragia dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge. É responsável por 15% de todos os casos de AVC, mas pode causar a morte com mais frequência do que o AVC isquêmico.

Mas independente dos motivos, depois de ter um AVC a pessoa pode ficar com várias sequelas ligeiras ou graves, dependendo da região afetada do cérebro – assim como do tempo que essa região esteve sem receber sangue. 

É por isso que, quanto mais rápido for o diagnóstico e o tratamento do AVC, maiores serão as chances de recuperação completa. Desta forma, torna-se primordial ficar atento aos sinais e sintomas e procurar atendimento médico imediato.

Quais os sintomas do AVC?

Existem alguns sinais que ajudam a reconhecer um Acidente Vascular Cerebral. 

Sendo que os principais sinais de alerta para qualquer tipo de AVC são:

  • fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo;
  • confusão mental;
  • alteração da fala ou compreensão;
  • alteração na visão (em um ou ambos os olhos);
  • alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar;
  • dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente.

O que acontece com o cérebro depois de um AVC?

Quando ocorre um AVC isquêmico, há obstrução de uma artéria que acaba por impedir a passagem de oxigênio para células cerebrais, que acabam morrendo. Já o AVC hemorrágico, ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia no local. 

Tendo isso em mente, o AVC – de qualquer tipo – mata as células cerebrais da área afetada imediatamente. Quando isso acontece, a pessoa perde as habilidades controladas pelo local acometido – e tais habilidades podem incluir fala, movimento e memória.

Quais são as sequelas de um avc?

Como dito acima, o acidente pode fazer com que o paciente fique com várias sequelas ligeiras ou graves, dependendo da região afetada e do tempo em que esteve sem receber sangue. – e essas consequências podem ser temporárias ou permanentes.

Mas no geral, as sequelas mais comuns incluem perdas de funções motoras, cognitivas e psicossociais, onde o paciente apresenta dificuldade em movimentar o corpo, alterações na face, confusão, perda de memória e enfraquecimento que podem dificultar a fala e as condições motoras. 

Para reduzir as limitações causadas pelo AVC, são indicadas, principalmente, sessões de fisioterapia e terapia de fala, que focam na estimulação cognitiva para possibilitar maior autonomia e qualidade de vida – pois, inicialmente, o paciente pode ficar muito dependente de outras pessoas na realização das tarefas comuns do dia-a-dia, como tomar banho ou comer.

É por isso que, junto ao tratamento, é essencial a presença de um cuidador especializado – para que a rotina de cuidados seja elaborada e executada da melhor forma possível, atendendo às necessidades do paciente decorrentes das sequelas. 

Quem teve um AVC perde a memória?

A confusão após um AVC é também uma sequela relativamente frequente. Nesta confusão, estão incluídos comportamentos, como, dificuldade em compreender ordens simples ou reconhecer objetos familiares – onde o paciente não entende para que servem e nem como se utilizam.

Em função disso, dependendo da região do cérebro afetada, algumas pessoas também podem sofrer de perda de memória, o que acaba dificultando a capacidade para a pessoa se orientar no tempo e no espaço.

Quem teve um AVC pode voltar ao normal?

É importante ter em mente que, embora quem tenha sofrido um AVC possa ter de conviver com sequelas, isso não prejudica totalmente a qualidade de vida – uma vez que é possível ter reabilitação, reestruturação física e recuperação de contato social. 

Para tal, é fundamental fazer o tratamento com uma equipe multidisciplinar, mesmo depois da alta hospitalar. Contando com profissionais de fisioterapia, fonoaudiologia, neurologia, fisiatria ou geriatria, enfermagem e dentre outros – tendo como foco a redução e a recuperação das limitações provocadas pelo AVC. 

Pois ressaltamos que, para recuperar as funções comprometidas, uma série de cuidados precisam ser adotados. 


Quais são os cuidados de um paciente com AVC?

A rotina de cuidados, por sua vez, depende da área afetada do cérebro, do tipo de AVC e dos comprometimentos que este causou. E a partir do diagnóstico e avaliação de um neurologista, é possível avaliar o nível do trauma e estabelecer um tratamento adequado para as condições de cada paciente. 

Mas de forma geral, os cuidados incluem:

  • Alimentação: orientada e estabelecida por um nutricionista, com o objetivo não apenas de fortalecer o paciente para o momento de recuperação, como também prevenir que ocorra outro AVC a partir de uma alimentação saudável e equilibrada. Nos casos em que o paciente apresenta dificuldades de ingestão, alimentos líquidos ou consistentes cedem lugar às texturas mais pastosas – caso isso aconteça eventualmente, é necessário passar uma sonda enteral ou fazer gastrectomia e, nestes casos, o acompanhamento da equipe técnica de enfermagem é essencial para promover o devido cuidado com a sonda de alimentação. 
  • Movimentação: Imediatamente após o AVC, é comum ocorrerem alterações motoras, principalmente como forma de paralisia do lado contralateral à região do cérebro afetada – além de problemas de equilíbrio, coordenação, capacidade de comunicação e contração muscular (que tende a ocorrer de forma involuntária). Nesses casos, o acompanhamento dos profissionais da neurologia, fonoaudiologia e fisioterapia – para estimular as áreas afetadas do cérebro, reabilitar a linguagem e trabalhar as condições físicas e cognitivas – é fundamental. Tendo como princípio a promoção da qualidade de vida através da recuperação do paciente e a retomada de sua autonomia. 
  • Banho e higiene: A higiene é, acima de tudo, uma questão de saúde. No caso de acamados, deve-se ficar atento à limpeza de machucados e áreas afetadas por traumas ou lesões por pressão, como forma de evitar o agravamento das lesões por infecções ou contaminação. E no caso daqueles pacientes que utilizam fraldas geriátricas, é preciso trocá-las com frequência e manter a pele bem higienizada e hidratada para evitar assaduras ou aparecimento de outras lesões. 
  • Medicação: esse tópico é sempre subjetivo e vai de acordo com o quadro clínico e biotipo de cada paciente, além da prescrição médica. Mas de qualquer forma, a medicação é sempre importante e deve ser encaixada com responsabilidade na rotina de cuidados, respeitando o período e os horários estabelecidos pelos médicos responsáveis.

Empresas especializadas de Home Care

Tendo isso em mente, após o período de internação, geralmente o paciente precisa manter estes mesmos cuidados em casa. Mas o extenso tratamento costuma sobrecarregar os familiares do paciente, principalmente por questões como horários de medicação, higiene e alimentação, pois o familiar tem a difícil missão de conciliar sua rotina comum à rotina de cuidados – onde cada elemento precisa ser mantido e estabelecido pontualmente. 

Dessa forma, o Home Care se tornou uma modalidade cada vez mais adotada no Brasil e no mundo, principalmente por promover uma maior humanização no tratamento e possibilitar o constante contato com a família no domicílio, contribuindo para uma melhor recuperação e proporcionando inúmeras vantagens para o paciente e seus familiares. 

O Home Care pode contar com profissionais especializados em diversas áreas da saúde. Contando, também, com a visita domiciliar destes profissionais que oferecem mais praticidade e economia de tempo – uma vez que o paciente pode não ter a condição física para a locomoção até uma clínica, por exemplo. 

Além disso, o Home Care promove o acompanhamento de um profissional indispensável na equipe multiprofissional: o cuidador especializado. O seu acompanhamento garante que o paciente seja bem assistido e consiga, dentro das possibilidades, estabelecer uma rotina de cuidados que atenda a todas essas necessidades.

Assim, o paciente se sente mais seguro em seu cotidiano e o cuidador consegue administrar o dia a dia de maneira mais saudável – auxiliando, também, os familiares a lidarem com a situação de forma mais amena. 

E depois, no planejamento da rotina, é interessante haver atividades que possam ocupar a mente do paciente – como ler trechos de livros, sugerir alguns trabalhos manuais, promover jogos em família e até mesmo visitas de outros familiares. Nesses casos, o cuidador também é de extrema importância, pois os familiares nem sempre têm tempo para se dedicar a essas questões – que, para o paciente, são importantes para sua autoestima e saúde como um todo. 

Na Personale Saúde, são mais de 300 pacientes pós-AVC atendidos, que contam com a nossa equipe multidisciplinar e com os cuidados de um profissional técnico em enfermagem ou cuidador de idosos, sempre com a supervisão da nossa equipe de enfermagem – enfermeiros assistenciais, gerência de enfermagem e responsável técnico. 


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